Jean Cândido 2010
Jean Cândido 2010
Procuro sentir os sentimentos já esquecidos. Vou em busca de novos sentidos e de me redescobrir a cada dia com coragem, sem medo de ser.
Fale o que te emocionou:

Segunda-feira, Fevereiro 22, 2010



Novo blog em construção.
Aguarde!

posted by Jean Candido | 10:47 AM
Fale o que te emocionou:

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

Quando estamos felizes, qualquer ameaça é grande demais.

posted by Jean Candido | 5:34 PM
Fale o que te emocionou:

Domingo, Janeiro 10, 2010

Episódio de hoje: O ANO TERMINA E COMEÇA OUTRA VEZ

A clássica frase da música "entoada" pela voz da Simone, insistemente em todas as Lojas Americanas do país, pode significar mais do que uma simples música melacueca.
Ouvir a canção todo ano já é sinal de que algo termina e começa sempre outra vez. A começar pela música popular no Brasil que vai muito mal, obrigado. Vinte minutos em frente à MTV ou ouvindo a rádio da moda já é um sinal. Todas as bandas pop tocam a mesmíssima coisa, todas as cantoras têm a mesmíssima voz e cantam exatamente no mesmo ritmo. E a indústria fonográfica ainda reclama. Ok, deve vender. Mas que é um saco, isso é.

Nem os discos de Natal que todo ano cantores como Harry Connick, Jr, entre tantos outros americanos fazem conseguiram pegar no Brasil. Simone e Chitãozinho & Xororó fizeram há centenas de anos e como nada de novo apareceu, somos obrigados a engolir. E cá entre nós: fazer compras no final do ano já é punk, nas Lojas Americanas então, nem se fala. Para salvar a safra de discos de Natal, Xuxa fez o seu merchan. Mas não para mim. Alguém já ouviu Bing Crosby, Frank Sinatra e Louis Armstrong em suas performances natalinas? Simplesmente divino.

Bem, para salvar o início do ano, uma estreia cinematográfica estava prevista para abalar as salas nacionais: Lula, o Filho do Brasil de Fábio Barreto. Glória Pires realmente merece todos os louros e praticamente os únicos no filme. Roteiro picado, sem força alguma, sem fazer jus ao personagem incrível que o diretor possuía nas mãos. Podem falar o que for de nosso presidente, mas ninguém pode negar que sua história de vida é de superação e tem um ar de cinema. Os americanos ou os ingleses fariam miséria do drama... ou talvez até mesmo Jayme Monjardim, com sua mão melodramática, faria com Lula o que fez com Olga.

Na política, somos obrigados a assistir em rede nacional, o então governador do Distrito Federal, o tal Arruda, pedir desculpas de seus "pecados". Não são erros, não são crimes, são pecados. E assim o Brasil segue seu novo ano.

Que 2010 seja um ano com maiores possibilidades, que nossa campanha eleitoral seja menos suja e que vença aquele (a) que for melhor para o país.

E que no Natal, o Cd da Simone saia de catálogo.

Imagem do dia:

posted by Jean Candido | 11:24 PM
Fale o que te emocionou:

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como uma pobre lanterna que incendiou!


Mario Quintana

posted by Jean Candido | 7:23 PM
Fale o que te emocionou:

Domingo, Dezembro 13, 2009

Episódio de hoje: NÃO IMPORTA A DISTÂNCIA, HÁ SEMPRE BONDES A PASSAR

É medo sim. Mas não da felicidade. É de um sentimento inteiramente experimentado e que pode não ser mais sentido.

É medo de não sentir mais, de perder aquilo que causa o amor, o afeto, a loucura, o sorriso, o desejo. É receio de que seja mais um desses sentimentos descartáveis, consumíveis e à moda do sociólogo austríaco, líquido.

E toda aquela situação poética que cai sobre nossas cabeças e transforma o verão em mais colorido e os sorrisos em mais fáceis e sem explicação? E se tudo isso se esvai feito areia correndo por entre os dedos quando nos sentamos à beira da praia para contemplar o por do sol? E se? Como se faz? Como se dá? De que modo agarrar isso tudo que se apressa em explodir dentro do coração de um modo completamente intenso, sincero, corroído, leve e pesado ao mesmo tempo. E se felicidade realmente doer que remédio eu tomo pra não parar nunca? Que remédio eu evito para que não se acabe?

Eu não quero vocë, eu preciso de vocë...Quero estar contigo... Viverei cada manhã na esperança de acordar ao seu lado... E todas essas músicas? E todas essas vozes óbvias que dizem exatamente as obviedades que eu quero dizer? Como eu digo? Como eu faço? De que modo? De que altura? Eu te sequestro? Eu me mudo? Eu te levo ou vou com você?

Eu durmo e espero você chegar ou vivo como se tudo estivesse tranquilo e nada fosse urgente... Mas é! É urgente! É urgente e não tenho outra solução, outro meio, a não ser...esperar...

Feito a gente quando espera o bonde passar e vai feliz vendo a paisagem se desdobrando e sorrindo porque o bonde, a paisagem, o amor...tá tudo ali, à nossa mão.

Imagem do dia:

posted by Jean Candido | 12:44 AM
Fale o que te emocionou:

Domingo, Novembro 29, 2009

Episódio de hoje: ANOTAÇÕES DE SOLIDÃO

Encostou-se à parede em frente a porta do elevador. Os andares pareciam intermináveis obstáculos e o transporte não chegava nunca mais.

Assim encostado abaixou os olhos e viu que seu sapato tinha uma mancha vermelha de uma tinta qualquer que usara no último quadro que pintara. Ainda de olhos baixos pensou no sentido daquela noite e não o descobriu.

Ali, sozinho, depois de alguns mínimos momentos que não foram absolutamente de amor. Ouviu ainda quando a porta do apartamento que acabara de deixar fora trancada deixando-o preso na madrugada.

Era madrugada e sentiu vontade de ser chamado de volta e dormir sobre os braços carinhosos.

...

Não, ninguém abriria a porta, ninguém o chamaria de volta e seu retorno era inevitável.

A madrugada estava quente como em qualquer noite de verão, apenas uma brisa vinha do mar e encostava de leve em seu rosto. Foi caminhando pra casa ouvindo passos alheios de bêbados, prostitutas e casais. Em determinado ponto tudo ficou vazio e silencioso. Somente a voz de seus passos e o som de seus pensamentos. Um o acalmava, o outro o angustiava, mas não sabia ao certo qual era qual.

Subiu suas escadas depois de ruas, semáforos, carros, táxis, luz e escuridão, som e silêncio. Teve dificuldade em abrir sua porta. Se sentiu preso do lado de fora e tampouco se sentiria livre do lado de dentro. Seu coração disparou em cavalgadas amplamente respiradas. Se sentiu atado. Ficou assim, com a chave na mão próxima à fechadura sem abrir por alguns minutos.

Engoliu a seco. Entrou. Trancou-se.

Sozinho fora. Sozinho dentro.

Imagem do dia:


Foto de Ricardo

posted by Jean Candido | 1:25 AM
Fale o que te emocionou:

Domingo, Novembro 22, 2009

Episódio de hoje: O SOL E O TEMPO

O vento bateu em brisa em seu rosto e não foi mais do que um beijo que lhe balançou os cabelos para um lado e para o outro.

Observou os casais conversando, os flashes de máquinas digitais registrando o momento do alto da pedra. Sentiu que mais um verão se aproxima e isso lhe causou certo conforto. Poderia assistir ao sol se pondo do alto da pedra e fechar seus olhos para sentir.

O sol a se preparar para dormir e acordar em outro lugar, enquanto o mar lambia os grãos em explícita sensualidade. O tempo passou e continua a caminhar pelo calçadão com sua nobreza indecorosa.

Quantas vezes já havia olhado aquele conjunto? Arpoador, Ilha do Farol, Mar, Vidigal, Dois Irmãos e edifícios... Quantas coisas já se passaram? Quantas palavras já ditas e que se foram? O que aprendeu?

E no entanto, vez ou outra vinham os pensamentos, mas ficava a sensação de paz. O sol a lhe preencher as entranhas e inflar os pulmões em sincera desagonia. Ali estavam: ele, o sol, o vento, o mar e o tempo. E apenas o mar era possível tocar, mas sua força não.

E ele se foi. E quando ele se vai lembrava-se sempre de tudo o que já foi. Muita coisa já foi. E o que há de vir?

Que venha a nova estação primeiro...

Imagem do dia


Foto de Jean Cândido

posted by Jean Candido | 1:52 PM
Fale o que te emocionou:

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

NÃO ADIANTA TENTAR ME ESQUECER

Quando eu era criança sempre escutava os discos do Roberto que meus pais compravam ou que invariavelmente meu pai dava de presente pra minha mãe.

Neste momento eu nem quero dizer dos 50 anos comemorados da carreira do "rei". Mas daqui a um mês exatamente meus pais completam 40 anos de casados.

É assustados como o tempo passa rápido sem que ao menos possamos nos dar conta. O tempo é implacável.

E sinto que nesses anos todos (29 dos 40 eu estive ali pertinho deles) cada ano pode ser contado com um fundo musical do Roberto.

De "Caminhoneiro" a "Amada Amante", de "Detalhes" a "Verde e Amarelo" e até mesmo as mais breguinhas como "Alô" e "Abrazame Así". Coisas que foram me alimentando a ponto de em determinada época eu brincar de imitar o Rei nas festinhas de família e até mesmo (pasme!) em apresentações na escola. Era tudo homenagem. Acho que de certo modo eu penso muito em meus pais quando vou fazer algo ligado à arte. Isso é bom e pode ser ruim, mas é assim.

E realmente não adianta nem tentar esquecer o rei porque ele está completamente dentro da minha história.

Imagem do dia

posted by Jean Candido | 10:50 PM
Fale o que te emocionou:

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Episódio de hoje: TOURO

Tudo o que muda a vida vem no escuro. Sem preparos de avisar. Assim disse Guimarães Rosa em sua sabedoria linguística tentando mostrar que a vida é muito delicada.
E assim como a vida, sinto que tudo é muito delicado. Nem sempre nos damos conta disso, nem sempre eu mesmo me dou conta disso e é completamente angustiante.

Acho que 2009 vem chegando ao seu penúltimo mês e começo a fazer aquela velha avaliação do que foi não só este ano, mas todos eles. 2010 vem chegando com o peso dos 30 anos e mesmo a cara não dizendo a idade, a cabeça começa a querer dizer. Sonhos e ilusões que vão ficando pelo caminho e uma gana maior pra se agarrar à esperança. É mais fácil ser triste que ser alegre, mesmo que o contrário seja melhor.

São tempos difíceis para os sonhadores, me disse uma vez alguém parafraseando Amelie Poulain. São mesmo. Mas acredito que há sempre a renovação desses sonhos. Velhos vão dando lugares a novos. Velhos vão se renovando e se reforçando. Ideias, expectativas e objetivos vão se clareando e torna-se necessário verificar todo o tempo - sonhos precisam ser alimentados.

E se as coisas não precisam de mim e as luzes não se acendem por mim que eu caminhe assim mesmo e vença assim mesmo. Ingênuo, não? Que me importa...

Imagem do dia:


auto-retrato

posted by Jean Candido | 11:02 PM
Fale o que te emocionou:

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Quero saber de Deus como sei da dor.
Elaine Pauvolid

posted by Jean Candido | 7:54 AM
Fale o que te emocionou:

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Episódio de hoje: PÉS DE FEIRANTE

Eram grossos e com manchas de veias estouradas os pés da feirante, mas sei que ela é o marido são sempre os primeiros a chegar. Eu mesmo os vejo chegando entre três e quatro da manhã para montar a barraca, uma das maiores na infinidade de barracas da feira.

Vejo-os quando ainda estou voltando pra casa. Eu sou da madrugada inversamente a eles.Eles acordam quando eu vou dormir.

Os pés manchados de veias estouradas pertencem a uma mulher que provavelmente se levantou as duas da manhã durante 2/3 de sua vida. E vejo beleza no meio disso tudo. Há um interesse sincero nos olhos dela ao dizer o que tem a oferecer para os clientes. Não precisa gritar, não precisa abordar violentamente. Ela ali está, disponível, a espera de alguém que se aproxime e que lhe faça perguntas.

E na infinidade de cores de tomates, quiabos, batatas e frutas, lá permanece a feirante e o marido. Seus pés manchados de veias estouradas e os cabelos brancos. Assim é se lhe parece, a mim é poético, a outros é injusto. Que seja. Deixem-me continuar usando a quarta-feira para ser o meu dia de ir à feira.

posted by Jean Candido | 7:42 PM
Fale o que te emocionou:

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Episódio de hoje: LEVA A PAZ

Leva paz, leve paz. E assim é o amor quando acaba. Paradoxalmente leva embora a paz que constrói e ao mesmo tempo traz outra, talvez aquela que tirou dos corações que insistiram em amar.

Desconfio que amor verdadeiro não exista, estamos sempre em desencontros e quando sentimos e temos a rara sensação de sentirem de volta é como um lapso. São pequenos segundos de amor. E que passam e deixam aquela vontade de ser novamente e a terrível e temida angústia de não ser nunca mais.

Ser amado é daquelas inebriantes sensações que temos quando bebemos vodka.(que me mostrem o bar mais próximo). E não é de se admirar que buscamos tais espetaculares pássaros fugidios nos pequenos encontros dia após dia. E temo que em um desses dias os olhares não se cruzem mais porque, como no poema, resultou inútil.

E se, mais uma vez parafraseando o poeta, os olhos não chorarem mais, o que nos restará? Trabalho, fugacidade, não-encontro.

Imagem do dia:

Foto de José Luiz Cunha

posted by Jean Candido | 8:12 PM
Fale o que te emocionou:

Sábado, Setembro 12, 2009

Episódio de hoje: RECOMEÇAR

Começar do zero. Não, nunca é fácil. Mas o fato é que quando as coisas não saem como esperamos, poucas vezes podemos continuar do mesmo ponto. E não percebemos isso.

É mais fácil e menos angustiante continuar em frente, sem voltar à primeira casa do tabuleiro. E não voltar implica em administrar muito mais problemas.

Corrigir, recompensar, retratar, perdoar. Rever estratégias e reaprender.

Não, nunca é fácil. É difícil porque queremos tudo pra ontem, imediato e paciência não faz mais parte do nosso vocabulário. Queremos agora e nem ao menos sabemos o que queremos.

E erramos. E ameaçamos amores, afetos, amizades, caminhos, futuros. Egoístas demais para reconhecermos nossa incapacidade de acertar o tempo todo e arrogantes demais para percebermos nossas falhas.

E penso que o coração fica assim bagunçado porque não nos damos tempo. Nos afastamos de coisas simples como as lições que a natureza nos dá: a vida obedece o ritmo das estações e cada passo deve ser dado lenta e constantemente.

Para cada momento, uma estação.

Sigo com a certeza de que erro constantemente, mas ao menos assumo algumas vezes Sei também que tenho paciência, mas às vezes quando vou devagar demais, tudo degringola.

Não, nunca é fácil. Mas é preciso.

Imagem do dia:



Foto de Francisco Mendes

posted by Jean Candido | 10:50 PM
Fale o que te emocionou:

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Episódio de hoje: DE COMO ME SINTO HOJE ou
DEPOSITÁRIO DE POEMAS ALHEIOS


Tudo azul
No céu desbotado
E alma lavada
Sem ter onde secar
Eu corro, eu berro
Nem dopante me dopa
A vida me endoida
Eu mereço um lugar ao sol
Mereço ganhar prá ser
Carente profissional
Carente...
Se eu vou pra casa
Vai faltando um pedaço
Se eu fico, eu venço
Eu ganho pelo cansaço
Dois olhos verdes
Da cor da fumaça
E o veneno da raça
Eu mereço um lugar ao sol
Mereço ganhar pra ser
Carente profissional
Carente...
Levando em frente
Um coração dependente
Viciado em amar errado
Crente que o que ele sente
É sagrado
E é tudo piada
E é tudo piada
Eu mereço um lugar ao sol
Mereço ganhar pra ser
Carente profissional
Carente...


Carente Profissional
Cazuza

posted by Jean Candido | 12:37 AM
Fale o que te emocionou:

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Oh delicados!
Vós que pousais o amor
sobre ternos violinos,
ou grosseiros que
o pousaiis sobre os metais!
Vós outros não podeis
fazer como eu,
virar-vos do avesso
e ser todo lábios!!!


MAIKÓVSKI

posted by Jean Candido | 8:10 PM

archives
links